sexta-feira, 26 de maio de 2017

Duas experiências



5 programas de intercâmbio que permitem trabalhar enquanto estuda







Programas de intercâmbio com trabalho remunerado no exterior têm feito sucesso entre os brasileiros. Em muitos casos é possível, além de recuperar o dinheiro investido, ainda garantir recursos para viajar e se manter durante a estada no país. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha e Holanda são alguns dos países para os quais há opções de trabalho que pode ser remunerado ou não. Confira alguns dos programas que o diretor de intercâmbio da Travelmate, Eduardo Heidemann, cita entre os mais procurados na agência.

#1 Work and Travel nos EUA
O Work & Travel nos Estados Unidos é programa de trabalho mais procurado da agência, segundo Eduardo Heidemann, diretor de intercâmbio. Ele é realizado durante as férias de verão aqui no Brasil e é voltado para universitários entre 18 e 28 anos com conhecimento intermediário, no mínimo, de inglês. Os jovens passam entre três e quatro meses trabalhando em estações de esqui, hotéis, resorts e restaurantes. A média salarial fica normalmente entre 7,25 e 12 dólares por hora, variando conforme empregador e função. Heidemann aponta o custo, que não é alto, como o principal atrativo do programa. “Além disso, trabalhando, o jovem consegue recuperar o dinheiro investido e se manter enquanto está lá, além de não prejudicar as aulas no Brasil”, diz.

#2 Estudo e Trabalho
Muitos brasileiros estão preferindo países que permitem que estudantes estrangeiros trabalhem – os chamados programas de Work&Study. É o caso de Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia, em que é possível frequentar uma escola de idiomas, por exemplo, e também trabalhar nas horas vagas. A busca de emprego fica por conta do estudante, mas há algumas escolas que dão auxílio aos seus alunos interessados em trabalhar.


#3 Estágio no Exterior
Interessados em adquirir experiência profissional e que tenham nível avançado de inglês podem optar por fazer estágio no exterior. Programas dessa modalidade são para universitários, estudantes de pós-graduação e recém-formados há, no máximo, um ano. Há vagas em diversas áreas nos Estados Unidos e também na Austrália, segundo o diretor de intercâmbio. “Tem estágio em engenharia, administração, tecnologia, recursos humanos. Mas há maior número de oportunidades nos dois países para trabalhar com hospitalidade e gastronomia”, diz Eduardo Heidemann.

O processo seletivo é feito no Brasil, o jovem já sai daqui sabendo para quem vai trabalhar e há opções remuneradas e não remuneradas que duram de três a 18 meses nos Estados Unidos. Na Austrália há também estágios pagos e não pagos e a duração pode variar entre um mês e seis meses. Há limite de idade de 35 anos para estágio nos Estados Unidos e 30 anos para estágio na Austrália.

#4 Au Pair e Demi Pair
Os dois são programas de trabalho remunerado, em que o estrangeiro mora com uma família e ajuda no cuidado com as crianças da casa. Nível, ao menos, intermediário de inglês ou do idioma do país de destino é um requisito, assim como experiência prévia no trabalho com crianças. O trabalho como au pair é integral e há oportunidades nos Estados Unidos, Alemanha, França e Holanda, segundo o diretor de intercâmbio. O estrangeiro recebe, além da remuneração, estadia e alimentação. Nos Estados Unidos, a passagem de ida e volta também é paga pela família contratante.

O programa dura, geralmente, um ano, mas pode chegar a dois anos, período máximo permitido. É para quem tem entre 18 e 26 anos, é solteiro e não tem filhos. Já o programa de demi pair é realizado na Austrália é de meio período de trabalho cuidado de crianças e meio período de estudo obrigatório em escola de inglês. Podem se candidatar solteiros sem filhos que tenham entre 18 e 35 anos. De acordo com Eduardo Heidemann, mulheres geralmente têm a preferência das famílias, mas homens que sejam qualificados também podem ser aceitos. ” Já tivemos casos de sucesso com candidatos homens também”, diz.

#5 Intercâmbio com trabalho remunerado de Verão/Inverno
Jovens universitários entre 18 e 26 anos podem participar de programa de trabalho na França voltado para a área de hospitalidade e gastronomia. Dura entre dois e três meses e é feito durante as férias de verão aqui e de inverno lá. É preciso ter nível de francês no mínimo intermediário para trabalhar em bares, restaurantes, hotéis e estações de esqui francesas.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Estudar no topo do mundo!



Como fazer intercâmbio nos Estados Unidos? Conheça principais modalidades
Por Priscila Bellini








Tipos de intercâmbio exigem procedimentos de visto e application diferentes. Entenda qual opção de intercâmbio nos EUA é a ideal.


Fazer intercâmbio nos Estados Unidos é o sonho de muitos estudantes brasileiros. Mas, quando a matéria é intercâmbio nos EUA, quais são os passos fundamentais? O que fazer para conseguir visto e como funciona o sistema de ensino? 

Assim como em qualquer tipo de intercâmbio, é necessário decidir qual a modalidade desejada logo de início. Há intercâmbio de inglês, para aperfeiçoamento do idioma, períodos de seis meses a um ano em intercâmbio universitário, ou mesmo cursos completos, de graduação e pós. O processo necessário para fazer faculdade no país é diferente de um intercâmbio nos EUA de curta duração, por exemplo. 

Depois de definir o programa que interessa ao estudante, é necessário verificar qual visto deve ser solicitado e como fazê-lo. Caso o aluno embarque para o país com uma agência, tais informações já serão conhecidas desde o início. Em outros casos, deve-se conferir os dados disponibilizados pelo consulado e verificar as exigências do país.
Confira os aspectos principais de cada opção de intercâmbio nos EUA e saiba qual deles se encaixa melhor. 

Intercâmbio nos EUA – High School
O intercâmbio de high school, em que o aluno cursa parte do ensino médio no exterior, é uma modalidade que não para de crescer. Dados da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association) mostram que, somente em 2013, 23 mil estudantes deixaram o Brasil para fazer high school em países como EUA, Canadá e Inglaterra. Alguns estudantes conseguem bolsas de estudo no high school, outros aderem a agências.
O modelo de ensino nos EUA é bastante flexível e, por este motivo, os alunos têm liberdade para escolher disciplinas com as quais tenham mais afinidade. É possível, por exemplo, estudar antropologia, direito constitucional e astronomia. á que os alunos têm a possibilidade de escolher as matérias que querem estudar, as turmas acabam sendo menores, o que facilita bastante o aprendizado.
A brasileira Marina Schor fez intercâmbio em um high school americano por seis meses, no primeiro ano. Ela percebeu que as aulas nas escolas norte-americanas mais interativas e dinâmicas que nas brasileiras. Lá, o aluno é instigado a participar o tempo todo a expor sua opinião e participar de discussões. “Não tem aquela coisa de palestra, em que o professor fala e todo mundo só escuta. Lembro de participar de vários debates de livros e de assuntos variados, principalmente nas aulas de inglês”, relembra.

Graduação nos Estados Unidos
Se o desejo é fazer a graduação nos EUA, o aluno deve passar por um processo seletivo complexo, chamado de application. Para montar um bom application, é essencial que se consiga balancear os estudos com atividades extracurriculares que demonstrem um perfil de liderança e proatividade. Boas notas no Ensino Médio e nos exames padronizados contam bastante. Um exemplo é o engajamento em trabalhos voluntários que tenham a ver com seus interesses e planos.
Como o ex-bolsista do Ciência Sem Fronteiras Peirol Gomes comenta, há diversas dicas para tornar o intercâmbio nos EUA mais barato, e aproveitá-lo ao máximo. Comprar em lojas refurbished, por exemplo, é um dos “truques” de Peirol: “Refurbished são lojas em que os produtos tiveram algum defeito, foram devolvidos para fábrica para conserto e agora são vendidos por um preço abaixo do comum. Comprei meu tablet pelo refurbished, ele veio em perfeitas condições, funciona normalmente e ainda economizei 70 dólares”. Ele reuniu alguma dessas indicações em uma cartilha completa, do My CsF

Mestrado e MBA nos Estados Unidos
O brasileiro Lucas Giannini, economista de formação que se graduou na Universidade de São Paulo, cursa o MBA em Stanford, somado ao mestrado. Logo cedo, no começo da faculdade, ele colocou na cabeça que queria se internacionalizar e foi longe, passando pela Espanha, pela França e vivendo, agora, nos Estados Unidos. Ele explica que, nesse nível de formação, o processo seletivo tem outro perfil.
Como os candidatos possuem mais anos de experiência e já estão inseridos no mercado, os examinadores conseguem balancear fatores ligados ao sucesso acadêmico e ao trabalho na hora agá. “Essas escolas buscam o seu potencial e querem ver aonde você vai chegar. Uma parte disso vem do que você já conquistou”.
Nas cartas exigidas no processo de candidatura, é necessário demonstrar um perfil de liderança e, claro, explicar quais os planos futuros. “É a ideia deles: o passado é apenas uma parte da promessa. A outra é o que você espera fazer no futuro”.

Costa Leste ou Oeste?
Embora suas universidades de ponta estejam bem distribuídas pelo território, as proporções continentais do país fazem com que a experiência de quem vai para a Costa Leste ou Oeste dos Estados Unidos seja dramaticamente diferente.
A Costa Leste – mais cult, mais fria e onde se concentram as Ivy Leagues (mais tradicionais instituições do ensino do país) – é um “hub” para quem deseja estudar temas como moda, mercado financeiro e políticas públicas. Já a Costa Oeste – muito marcada pela presença do Pacífico e com forte influência de um estilo de vida ao ar livre – concentra os estudantes apaixonados por tecnologia, indústrias criativas e engenharias.
A decisão, então, pela Costa Leste ou Oeste dos Estados Unidos, é muito pessoal. Descubra aqui quais são as principais diferenças entre a vida de estudante nos dois destinos e entenda qual combina mais com suas preferências e prioridades.

Desfazendo mitos sobre Intercâmbio nos EUA
“Enquanto sonhava em fazer faculdade nos EUA, durante muito tempo carreguei duas imagens bem caricatas de como seria a minha experiência universitária”, relembra Carolina Lyrio, carioca que realizou sua graduação na Universidade de Duke.
Segundo ela, as duas imagens mentais que possuía – a de festas com meninas maquiadas e garotos engomadinhos, ambos com sorrisos lindos no rosto e copos vermelhos nas mãos, e a de alunos em um café ou biblioteca, com livros, cafés e computadores esparramados, envolvidos em um debate intelectual com jeito de briga para quem via de fora – realmente aconteceram em diferentes ocasiões. Mas os seus quatro anos não foram só isso: o período reservou muitas surpresas para quem estava esperando a reprodução exata de cenas de filme. Neste texto para o Estudar Fora, Carolina compartilha algumas surpresas que a marcaram durante sua graduação nos Estados Unidos.