quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Mais oportunidades de estudo



MEC autoriza criação de 127 cursos superiores em instituições privadas
  • 28/09/2017 10h34
  • Brasília




Da Agência Brasil
A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, do Ministério da Educação, autorizou o funcionamento de mais 127 cursos superiores em instituição privadas. As portarias que autorizaram os cursos estão publicadas na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União.

Foram criados cursos na área de saúde, como farmácia, fisioterapia, radiologia e odontologia. Foram autorizados também cursos de ciências contábeis, engenharia mecânica, veterinária, engenharia química, gestão ambiental, agronomia, pedagogia, redes de computadores e outros.

As instituições autorizadas a implantarem os novos cursos estão nos estados da Bahia, Paraíba, do Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Maranhão, Espírito Santo, Piauí, Amazonas, Ceará, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Goiás, Santa Catarina e Tocantins.

A lista completa com os cursos autorizados, o número de vagas e as instituições pode ser conferida no Diário Oficial da União.
Edição: Lílian Beraldo


domingo, 10 de setembro de 2017

Conhecer o mundo estudando




Um estágio na Polônia durante o mestrado em Portugal
Por Colunista do Estudar Fora





Desde muito cedo eu pratico o voluntariado. Aprendi com minha mãe, que estava sempre envolvida em projetos sociais, associações e outras acoes comunitárias. Ela ensinou-me muito do que sei hoje. Assim, quero compartilhar com vocês minha experiencia de fazer um trabalho voluntário na Polônia, durante as minhas férias de verão (europeu) de 2017 – e, também, explicar porque eu considero importante, para o crescimento pessoal e profissional durante o intercâmbio acadêmico, ser voluntario.

Voltando um pouco no tempo, durante meu primeiro intercâmbio, fiz voluntariado na Cruz Vermelha Portuguesa, na Biblioteca da Universidade e no Gabinete de Relações Internacionais. Estas experiências ajudaram na minha candidatura para a bolsa de mestrado do Erasmus Mundus, no projeto que desenvolvo na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e a conseguir o estágio em uma universidade polonesa.

Por que escolhi buscar um trabalho voluntário na Polônia
Até 2013, eu pouco sabia sobre a Polônia, mas, felizmente, encontrei amigos poloneses durante o meu primeiro intercambio, na Universidade do Algarve, Portugal. Foi quando tudo mudou – minha convivência com eles fez nascer em mim um sentimento muito carinhoso pelo país.

Então, em 2014, decidi visitar meus amigos na Polônia. Passei um mês viajando por lugares de comida boa e barata. Fiquei apaixonado pela cultura, pelo povo polonês e pela culinária (pierogi e żurek são meus pratos preferidos). Mesmo sendo da União Europeia, a Polônia tem como moeda o Zloty – que é menos valorizada em relação ao real brasileiro, detalhe muito importante para você que gosta de viajar. Naquele ano, quando voltei a Portugal, eu estava decidido em conseguir um voluntariado em alguma cidade da Polônia. No entanto, muitas coisas aconteceram, terminei o meu intercambio em Portugal e acabei voltando ao Brasil.

Somente em 2017, quando já era estudante de mestrado na Universidade do Porto, bolsista do Programa Erasmus Mundus, que consegui em estágio voluntario na Universidade Tecnológica de Lodz (Politechnika Łódzka). Em um contrato de dois meses no Gabinete de Relações Internacionais, eu desempenhei tarefas de administração, organização e arquivo de documentos. Pude aprender como funciona o sistema de mobilidade Estudantil Erasmus+, o que me deixou fascinado e com um certo desejo utópico de criar algo parecido no Brasil (uma vez que sou licenciado e meu mestrado é na área de ensino). Também pude conhecer cidades polonesas belíssimas como Varsóvia, Cracóvia, Lublin e Szczecin.

Dicas para conseguir um estágio voluntário
Com o trabalho voluntário na Polônia, eu aumentei a minha rede de contatos profissionais, amigos, experiências extracurriculares, conheci lugares incríveis e consegui outros programas, projetos e ações que financiam estudos de graduação e pós-graduação no exterior. Além de trabalhar com pessoas de diferentes línguas e culturas, que me ensinaram lições importantes que levarei para o Brasil, com a intenção de promover mudanças na minha cidade e quem sabe no país.

Por isso, se você é uma pessoa que gosta de praticar o voluntariado, a minha dica é: escolha a instituição, entre em contado propondo um estágio voluntário, explique em um e-mail sincero e claro o que você pode fazer para ajudar nos trabalhos que ela desenvolve e crie um currículo com suas principais informações (na Europa, eu indico o Europass). Tenho certeza que você conseguira uma oportunidade. Nas minhas experiências, também me ofereceram alojamento e transporte!

Sua próxima bolsa de intercambio pode surgir durante um voluntariado. E no futuro, você sera o protagonista de histórias como essa. Cria a tua oportunidade!

Sobre o Autor
Samuel Figueira-Cardoso é estudante de Mestrado em Português Língua Segunda/ Língua Estrangeira, na Universidade do Porto, Porto, Portugal. Um amante do voluntariado e das relações internacionais, é natural de Santarém, Pará. Pretende desenvolver uma pesquisa sociolinguística com falantes de línguas indígenas no ensino superior em Santarém.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Duas experiências



5 programas de intercâmbio que permitem trabalhar enquanto estuda







Programas de intercâmbio com trabalho remunerado no exterior têm feito sucesso entre os brasileiros. Em muitos casos é possível, além de recuperar o dinheiro investido, ainda garantir recursos para viajar e se manter durante a estada no país. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha e Holanda são alguns dos países para os quais há opções de trabalho que pode ser remunerado ou não. Confira alguns dos programas que o diretor de intercâmbio da Travelmate, Eduardo Heidemann, cita entre os mais procurados na agência.

#1 Work and Travel nos EUA
O Work & Travel nos Estados Unidos é programa de trabalho mais procurado da agência, segundo Eduardo Heidemann, diretor de intercâmbio. Ele é realizado durante as férias de verão aqui no Brasil e é voltado para universitários entre 18 e 28 anos com conhecimento intermediário, no mínimo, de inglês. Os jovens passam entre três e quatro meses trabalhando em estações de esqui, hotéis, resorts e restaurantes. A média salarial fica normalmente entre 7,25 e 12 dólares por hora, variando conforme empregador e função. Heidemann aponta o custo, que não é alto, como o principal atrativo do programa. “Além disso, trabalhando, o jovem consegue recuperar o dinheiro investido e se manter enquanto está lá, além de não prejudicar as aulas no Brasil”, diz.

#2 Estudo e Trabalho
Muitos brasileiros estão preferindo países que permitem que estudantes estrangeiros trabalhem – os chamados programas de Work&Study. É o caso de Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia, em que é possível frequentar uma escola de idiomas, por exemplo, e também trabalhar nas horas vagas. A busca de emprego fica por conta do estudante, mas há algumas escolas que dão auxílio aos seus alunos interessados em trabalhar.


#3 Estágio no Exterior
Interessados em adquirir experiência profissional e que tenham nível avançado de inglês podem optar por fazer estágio no exterior. Programas dessa modalidade são para universitários, estudantes de pós-graduação e recém-formados há, no máximo, um ano. Há vagas em diversas áreas nos Estados Unidos e também na Austrália, segundo o diretor de intercâmbio. “Tem estágio em engenharia, administração, tecnologia, recursos humanos. Mas há maior número de oportunidades nos dois países para trabalhar com hospitalidade e gastronomia”, diz Eduardo Heidemann.

O processo seletivo é feito no Brasil, o jovem já sai daqui sabendo para quem vai trabalhar e há opções remuneradas e não remuneradas que duram de três a 18 meses nos Estados Unidos. Na Austrália há também estágios pagos e não pagos e a duração pode variar entre um mês e seis meses. Há limite de idade de 35 anos para estágio nos Estados Unidos e 30 anos para estágio na Austrália.

#4 Au Pair e Demi Pair
Os dois são programas de trabalho remunerado, em que o estrangeiro mora com uma família e ajuda no cuidado com as crianças da casa. Nível, ao menos, intermediário de inglês ou do idioma do país de destino é um requisito, assim como experiência prévia no trabalho com crianças. O trabalho como au pair é integral e há oportunidades nos Estados Unidos, Alemanha, França e Holanda, segundo o diretor de intercâmbio. O estrangeiro recebe, além da remuneração, estadia e alimentação. Nos Estados Unidos, a passagem de ida e volta também é paga pela família contratante.

O programa dura, geralmente, um ano, mas pode chegar a dois anos, período máximo permitido. É para quem tem entre 18 e 26 anos, é solteiro e não tem filhos. Já o programa de demi pair é realizado na Austrália é de meio período de trabalho cuidado de crianças e meio período de estudo obrigatório em escola de inglês. Podem se candidatar solteiros sem filhos que tenham entre 18 e 35 anos. De acordo com Eduardo Heidemann, mulheres geralmente têm a preferência das famílias, mas homens que sejam qualificados também podem ser aceitos. ” Já tivemos casos de sucesso com candidatos homens também”, diz.

#5 Intercâmbio com trabalho remunerado de Verão/Inverno
Jovens universitários entre 18 e 26 anos podem participar de programa de trabalho na França voltado para a área de hospitalidade e gastronomia. Dura entre dois e três meses e é feito durante as férias de verão aqui e de inverno lá. É preciso ter nível de francês no mínimo intermediário para trabalhar em bares, restaurantes, hotéis e estações de esqui francesas.