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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Educar pessoas, incluir todas as pessoas

EDUCAR, TREINAR
E CERTIFICAR.
O ESFORÇO DE PESSOAS E EMPRESAS NUMA CIDADE DA INDUSTRIA MINERAL









Estamos desde os anos noventa trabalhando com treinamento em Parauapebas, atendendo todo o sul\sudeste do Pará. Na verdade já recebemos alunos que vieram do Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo, Bahia, Amazônia, fazer treinamento aqui em Parauapebas conosco. Deslocamos para Belo Horizonte, Marabá e diversas outras cidades para ministrar treinamentos.

Nosso DNA é do CIPMOI atividade de extensão da EEUFMG, com sessenta anos de atividades e do qual fui coordenador na minha juventude. Ali percebemos como é a demanda real dos trabalhadores brasileiros para receberem uma instrução de qualidade. Por lá os cursos ainda hoje duram um ano, todos os dias em aulas teóricas e práticas. É formal, uma atividade de extensão numa das melhores universidades do mundo.

Aqui é uma consultoria técnica, que atua em diversificas frentes, fazendo comprovadamente serviços de alto valor e transformando a sociedade na qual se insere. O treinamento é uma das nossas facetas, uma das melhores.

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
Recrutamos mão de obra para empresas, reduzindo drasticamente seus custos de contratação, liberando espaços e disciplinando o acesso dos trabalhadores. Não se formam filas ou aglomerações durante os processos de recrutamento.



TESTES PSICOTÉCNICOS, PROVAS E TESTES
Com equipe focada, realizamos desde o treinamento das RACs, às provas especificadas, escritas ou práticas. Nosso serviço de psicologia aplica os testes de mercado industrial, realiza analises e sugere contratação.



PPRA e PCMSO
Temos os melhores preços e a maior agilidade em todo o serviço de RH, inclusive entregando tudo digitalizado e oferecendo a guarda física de documentos para as empresas de qualquer porte.

Não entendemos como elas  ainda preferem gastar tanto nos seus processos internos, se podemos fazer melhor e mais barato.
Somos EXCLUSIVA. SOMOS ON DEMAND!




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Alemanha iluminada, terra de Goethe, Habermas.

Intercâmbio na Alemanha, uma experiência multicultural


Profissional conta como cursar o ensino médio na Alemanha impactou sua vida: "Quando você 'sai da bolha', você se coloca mais no lugar do outro”
Por Nathália Bustamante


Quase um milhão e meio de pessoas imigraram para a Alemanha no ano de 2014. Em dezembro, o país contava com 11 milhões de imigrantes, e um quinto da sua população tinha origem estrangeira. Recentemente, diante da mais severa crise de imigração desde a Segunda Guerra Mundial, a premier Ângela Merkel afirmou que o país receberia ao menos 800 mil refugiados – tornando a Alemanha o país a processar o maior número de pedidos de asilo na Europa, tanto em números totais quanto no proporcional com a sua população.
O povo alemão não é tão aberto quanto o brasileiro, tem que ser conquistado aos poucos. Mas quando você consegue, é uma amizade para a vida toda
Em 2005, quando Thaís Starling começou seu último ano de ensino médio na cidade de Kassel, na região centro-oeste do país, o número de imigrantes era menor (6,75 milhões de estrangeiros, ou 8.2% do total da população). Mesmo assim, o convívio com a diversidade marcou a experiência internacional de Thaís que, até então, estudava em um colégio particular de maioria católica, em Belo Horizonte (MG): “A princípio foi um choque, mas o que eu queria ao fazer intercâmbio era viver a diversidade, então foi muito bom encontrar tudo isso”. Curiosa e rodeada por colegas das mais diferentes nacionalidades, ela se propôs a entender como eles pensavam e por que pensavam diferente. Isso a ajudou no que considera o processo de ter “saído da bolha” em que vivia no Brasil: ao frequentar uma escola pública e conviver com diferentes formações e situações econômicas, culturais e religiosas distintas, aprendeu a entender a diversidade e a se comunicar melhor com as pessoas.
Aprender se comunicar com diferentes pessoas foi necessário não apenas ao lidar com a diversidade característica da Europa. Aprender uma língua diferente foi um dos motivos pelos quais Thaís optou por fugir aos destinos mais tradicionais, como Estados Unidos e Canadá. Nos primeiros meses o alemão foi um desafio: mesmo tendo estudado um pouco antes de embarcar, chegando lá foi preciso começar quase do zero. A princípio frequentando uma escola bilíngue, Thaís ganhou confiança no idioma e em seis meses se mudou para uma escola em que as aulas eram totalmente em alemão.
Ser capaz de se comunicar na língua materna dos colegas afetou até o seu relacionamento com eles, que se mostravam mais à vontade para conversar: “O povo alemão não é tão aberto quanto o brasileiro, tem que ser conquistado aos poucos. Mas quando você consegue, é uma amizade para a vida toda.”
Estando no país em 2005 e 2006 – véspera de Copa do Mundo – Thaís também pôde presenciar um fenômeno histórico e simbólico para o seu host country: o renascimento de um patriotismo perdido. “Os jornais todos comentavam que havia muito tempo os slemães não balançavam bandeiras nem falavam com tanto carinho sobre seu país. Isso me fez pensar no meu comportamento logo no início do intercâmbio, no dia 7 de Setembro, quando me levantei na sala, vestindo a camisa do Brasil,  e falei com o maior orgulho da minha nacionalidade. Percebi que, até então, não poder exaltar a Alemanha era um peso que até as pessoas mais novas, da minha idade, carregavam”, relembra.
Quando você sai da bolha, você vê as coisas de outra forma – se coloca no lugar do outro e tenta pensar como ele. Isso te muda, como pessoa e como profissional
Thaís também observou que a relação dentro da sala de aula era diferente do que estava acostumada no Brasil. Lá, os professores são chamados sempre de senhor e senhora, e quando começam a falar, os alunos ficam em silêncio. “Todos tinham muito respeito pelo educador”, comenta.
A grade de disciplinas das escolas na Alemanha é diferente do padrão brasileiro, e atividades extracurriculares são muito valorizadas. Aulas de artes, música, xadrez são ministradas até o ensino médio, o que se reflete, posteriormente, na valorização dos profissionais deste campo e no vasto cenário cultural e artístico do país. Além disso, as escolas públicas são muito boas e frequentadas pela maioria dos estudantes, independentemente da condição financeira ou social.
Para Thaís, tanto o senso de disciplina alemã quando a habilidade para lidar com a diversidade fizeram a diferença na sua carreira. Enquanto era trainee da FIAT, em Belo Horizonte, foi convidada a participar de um projeto na integração entre a FIAT e a Chrysler, que estavam se fundindo. Por seis meses, ela ficou na sede da Chrysler nos Estados Unidos, estudando e comparando práticas das duas empresas – e foi impossível não sentir a divergência entre as culturas de negócios da Chrysler, muito forte em planejamento, e da FIAT, rica em flexibilidade. “Mas também aprendi muito com isso”, conclui a mineira. “Quando você sai da bolha, você vê as coisas de outra forma – se coloca no lugar do outro e tenta pensar como ele. Isso te muda, como pessoa e como profissional.”

*Foto: Thaís (à direita) com amigos na Alemanha, durante a Copa do Mundo de 2006