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sábado, 2 de julho de 2016

Financiamento de pós-graduação



Organização criada por ex-alunos oferece financiamento para pós no exterior

 Pensando em simplificar o acesso a financianciamento estudantil, ex-alunos de MBA criaram fundo que já emprestou 140 milhões de dólares a estudantes de 150 países

Por Nathalia Bustamante
Imagine o cenário: passado o GMAT, entregues os Personal Statements, feitas as entrevistas de admissão… O estudante aprovado para um concorrido curso de pós-graduação no exterior se vê sem bolsa e nem pé de meia para viabilizar os custos de participação do programa, que podem facilmente chegar a 200 mil dólares.

Com isso, ele vai atrás de possibilidades tradicionais de financiamento. Nos bancos nacionais, há o risco da variação cambial – qualquer desvalorização do real diante do dólar ou do euro aumentaria significantemente seus gastos no exterior e, por consequência, suas dívidas. Nos bancos internacionais, desde a crise de 2008 há uma complexa burocracia para comprovar fiador no exterior ou recursos próprios no país. Em ambos os casos, a demora para aprovação do empréstimo poderia impossibilitar o pagamento da matrícula e levar por água abaixo todo o esforço da longa preparação para a candidatura.

Com 60% dos seus estudantes sendo não-europeus, o Insead – instituto francês que desbancou Harvard como o melhor MBA do mundo – possui vários casos de estudantes que passaram por esta situação. Contra as circunstâncias, muitos conseguiram obter financiamento ou viabilizar o curso através do próprio trabalho. Ao concluírem o curso, porém, um grupo de três alunos do MBA viu neste problema uma oportunidade de negócios: criaram, assim, a Prodigy Finance.

[Os fundadores certificaram-se] de simplificar a burocracia e inovar na forma de pagamento.

Trata-se de uma plataforma que oferece empréstimos para estudantes internacionais através do financiamento de ex-alunos, investidores institucionais e privados. Um dos fundadores é o sul-africano Cameron Stevens que, tendo passado pelas mesmas dificuldades, certificou-se de simplificar a burocracia (a solicitação de empréstimo é 100% online, confira abaixo) e inovar na forma de pagamento.

Não se engane, porém: a Prodigy não é uma ONG. Trata-se de uma organização com fins lucrativos que capitaliza em cima dos juros cobrados – taxas em torno de 8,2%, competitivas diante de outros bancos nos Estados Unidos e Europa. Mas enquanto bancos tradicionais emprestam dinheiro com base no histórico e rendimentos atuais do solicitante, a Prodigy considera o potencial de aumento salarial do estudante após a conclusão do curso, planejando as parcelas de acordo com a remuneração futura estimada.

A empresa possui sede em Londres e escritórios em Cidade do Cabo e Nova York. Desde sua fundação, em 2007, financiou mais de 4 mil estudantes de MBA e Mestrados de mais de 115 países. Seu propósito? “Conectar os talentos emergentes do mundo com o acesso ao financiamento que eles precisam para prosperar”. Com este modelo de negócios, foram notícia no Financial Times e premiadas como uma das 50 melhores empresas europeias de Finanças e Tecnologia pelo European FinTech 50.

Como conseguir um financiamento
Podem se candidatar ao financiamento da Prodigy estudantes internacionais aceitos em programas na área de negócios (MBA, MBA Executivo, Mestrados em Administração…), direito (LLM), engenharia (Mestrado em Ciências) e políticas públicas (MPP/MPA).
Os empréstimos da Prodigy não são feitos diretamente aos solicitante, mas sim através de “programas associados”. No site, é possível verificar quais são as escolas que possuem convênios – 80 das 100 melhores escolas de negócios do mundo, por exemplo, são parceiras da plataforma. Eles planejam, até 2017, fechar parcerias com todas as 100.

Três quartos dos estudantes financiados pela Prodigy vêm de países em desenvolvimento – um terço deles do Brasil, Rússia, Índia e China. Muitos deles se reposicionam, após a conclusão do curso, em seus países de origem.

Para solicitar um empréstimo, é preciso “candidatar-se” através do site. O preenchimento do formulário leva cerca de 30 minutos. Não é necessário apresentar garantias, fiadores ou pagamentos colaterais. Em até 5 dias úteis, o solicitante receberá uma aprovação condicional do seu pedido, e pode formalizar o contrato através do envio de documentação e pagamento da taxa administrativa.

O reembolso do financiamento pode ser feito em até 7 anos – e só se inicia 6 meses após o fim do programa. O maior argumento de sucesso do fundo é sua taxa de quitação da dívida: “apenas”99% – número que dá segurança tanto para os investidores e quanto para os estudantes.

* Foto: Os fundadores da Prodigy / Crédito: Divulgação


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terça-feira, 1 de março de 2016

Pós no exterior



O que é exigido na seleção de uma pós-graduação fora?



 Cartas de recomendação, redações, desempenho em provas como o GMAT e GRE,TOEFL. Conheça as exigências dos processos seletivos para pós-graduação no exterior



Você sabe o que é exigido de um candidato que quer cursar uma pós-graduação no exterior? Assim como ocorre com o processo para graduação fora, é necessário enviar uma application, uma espécie de dossiê pessoal, com cartas de recomendação, redações, desempenho em provas padronizadas, como o GMAT e GRE, e notas em exames de proficiência em inglês como o TOEFL ou IELTS. Conheça abaixo todas exigências dos processos seletivos para pós-graduação no exterior:

Testes de idiomas

Ter fluência no idioma do país que deseja estudar é uma das preocupações primordiais para aqueles que querem estudar fora. Além dos testes de inglês mais conhecidos, como o TOEFL e o IELTS, países de língua não-inglesa podem pedir testes específicos, como o DELF para o francês, o DELE para o espanhol e o CELI para o italiano. O objetivo desses testes é demonstrar que sua fluência no idioma é suficiente para estudar em uma instituição em que aquela língua é predominante.

GMAT e GRE

O Graduate Management Admission Test (GMAT) e o Graduate Record Examinations (GRE) são exames padronizados exigidos pela maior parte das escolas de negócios nos Estados Unidos e na Europa. O GMAT é o mais utilizado, principalmente nas seleções de MBA. Os exames medem as habilidades matemáticas dos candidatos, além de análise de dados, leitura e escrita analítica e habilidade verbais.

Cartas de recomendação

Assim como ocorre no processo de application para uma graduação no exterior, os cursos de pós-graduação fora exigem cartas de recomendação de professores, colegas ou supervisores de trabalho. A London School of Economics (Reino Unido), por exemplo, exige oito redações dos candidatos, mas não requer cartas de recomendação. Já na renomada escola de negócios Kellog, da Universidade de Northwestern (Estados Unidos), que possui Philip Kotler em seu quadro docente, são exigidas duas cartas de recomendações, além das notas no GMAT e TOEFL.

Essays (redações)

Segundo o especialista Paulo César Moraes, da consultoria em preparação para MBAs Philadelphia Consulting, os essays são redações que o candidato deverá fazer, respondendo questões pedidas pelas universidades sobre suas experiências pessoais e profissionais. “Geralmente são entre três e quatro perguntas, em que eles analisam quem é esse candidato, e quais foram os momentos de crescimento pessoais ou profissionais que moldaram a carreira dele. As universidades querem entender qual é o potencial desse candidato para se desenvolver e tirar o melhor das situações”, explica.
Documentos como o seu currículo e o seu histórico escolar também serão exigidos. Os cursos de pós-graduação também realizam entrevistas com os candidatos.


sábado, 12 de setembro de 2015

Estudos no exterior, experiencia e diversidade.

Quatro mestrados na área de negócios de graça (ou quase) no exterior
Você não precisa gastar uma fortuna para estudar fora. Destinos menos tradicionais, como Noruega e Finlândia, oferecem mestrados de graça e em inglês. Confira!
Por Beatriz Correa



Se você é da área de negócios, certamente sabe da importância de um MBA no currículo. Aqui no Brasil, um curso de pós-graduação na área nas melhores escolas está na faixa dos 60 mil reais. No exterior – sem uma bolsa de estudo e com o dólar no maior valor em doze anos – esse valor pode chegar a 400 mil reais (preço do MBA na renomada Universidade Stanford, nos Estados Unidos).
Mas é possível estudar fora sem ter que desembolsar uma fortuna. Foi pensando nisso que o Estudar Fora fez uma lista de quatro mestrados no exterior que saem de graça (ou quase). Na maioria deles, o aluno só precisa arcar com a matrícula ou taxas administrativas semestrais. Confira:
Mestrado em Negócios Internacionais – Noruega
O programa visa capacitar profissionais que queiram seguir carreira em multinacionais ou mesmo empresas menores que tenham muitos negócios no exterior. O curso é ministrado pela Escola Norueguesa de Economia (NHH), em Bergen – a maior instituição de pesquisa em economia e administração de empresas da Noruega. Financiado pelo governo, o mestrado é gratuito e tem duração de dois anos. As inscrições abrem em novembro.

Duplo Mestrado em Gestão e Administração de Empresas – Alemanha, Finlândia, Polônia, Bélgica e Índia
Calma, não é um mochilão. Você vai estudar em apenas dois dos cinco países citados acima. O primeiro ano é na Universidade de Colônia, na Alemanha. O segundo vai depender da especialização escolhida, que pode levá-lo à Escola de Negócios da Universidade de Aalto (Finlândia), à Escola de Administração de Louvain (Bélgica), à Escola de Economia de Varsóvia (Polônia) ou ao Instituto de Administração de Ahmedabad (Índia). O programa visa capacitar executivos que queiram seguir carreira com viés internacional, tanto no setor público quanto no setor privado. Não há anuidade, mas as universidades cobram uma contribuição social de aproximadamente 250 euros por semestre. As inscrições abrem em maio.


Mestrado em Economia e Finanças – Luxemburgo
Treinar profissionais formados em economia, administração ou matemática para uma carreira de sucesso em bancos (de investimento, privados ou centrais), ministérios, companhias seguradoras e órgãos estatísticos é o objetivo do programa de mestrado da Universidade de Luxemburgo. O curso tem duração de dois anos e, a cada ano, o aluno devem desembolsar uma taxa de 400 euros. As inscrições abrem em março.

Mestrado em Negócios Internacionais e Empreendedorismo – Finlândia
A Universidade de Jyväskylä abriga um dos maiores e mais populares centros de pesquisa interdisciplinares da Finlândia – país onde o ensino superior é gratuito até para estrangeiros. O curso, com duração de dois anos,  é focado em comércio exterior, empreendedorismo e estratégia; com ênfase em flexibilidade, diversidade e inovação. As incrições abrem em dezembro.